quinta-feira, 17 de abril de 2014

POSSE DE PADRE FRANCISCO LUNA TAVARES (PADRE LUNA)- COMO PÁROCO DA CIDADE DE AURORA –CEARÁ.

FESTA DOS 50 ANOS DE CASADOS DOS PAIS DE PADRE LUNA - 1956, FONTE: ARQUIVO DE FCA. FRANSINEETE LUNA.
POSSE DE PADRE FRANCISCO  LUNA TAVARES (PADRE LUNA)- COMO PÁROCO DA CIDADE DE AURORA –CEARÁ.

No dia 22de abril do ano de 1957, o Padre Francisco  Luna Tavares (PE LUNA) publica as notas finais para o livro de tombo da Matriz do Senhor Menino Deus de Aurora, “ao tempo em que  ainda  no ano  de 1956 celebrou jubilosamente os 50 anos de casados de seus queridos pais na igreja do Senhor Menino Deus{como vigário ecônomo }com a presença  do Exmo Sr. Bispo da diocese do Crato, Francisco de Assis Pires,numa festa que mobilizara todos os seus parentes a expansão da fé católica no seio da família Luna na região do Cariri cearense-Como epicentro A Igreja Matriz do Senhor Menino Deus na cidade de Aurora no Estado do Ceará.”

RELATO DE PADRE LUNA

Preparava-se Monsenhor Vicente Bezerra para celebrar as “Bodas  de ouro” de seu sacerdócio, o que ocorreria aos 28 de março  de 1953, quando Deus o chamou para a mansão dos justos no dia 1º de fevereiro,1953, menos de dois meses antes de seu jubileu sacerdotal. A 16 de outubro de 1951 havia sido agraciado pelo Santo Papa Pio XII com o Titulo de Monsenhor.

Faleceu,  O Monsenhor Vicente Bezerra, aos 72 anos de idade, 50 anos de sacerdócio e 47 anos de paroquiato na Terra do Menino Deus- Aurora(CE). Seu corpo foi sepultado no cemitério de São Francisco na área reservada aos cléricos de São Pedro, e esperamos que quando for exumado, os ossos venham para a sua igreja de Aurora-Ceará.

E Hoje, passados mais de 04 anos de sua morte, quando por bula pontifícia de 09 de janeiro de 1957 fui nomeado PÁROCO, desta mesma freguesia, até então vaga de pároco e ocupada por mim mesmo como vigário Ecônomo, lavrei este termo- notícia que mesmo e atento ser conforme a verdade de mim, conhecida e encontrada nesta Freguesia e com este presente termo, escrevo neste livro que remonta ainda ao 2º vigário desta freguesia, padre Augusto Barbosa de Menezes, e em testemunho da Verdade, assino. Aurora (CE); 22 de abril de 1957 (2º feira de Páscoa), Padre Francisco Luna Tavares – Pároco.

Luiz Domingos de Luna

Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente e Bezerra.

Referência Bibliográfica

Calixto Júnior, João Tavares
Venda Grande d’Aurora/ João Tavares Calixto Júnior- Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2012- páginas, 244,245,246,247.

Entrevista com a Professora Severina Luna Macedo realizada no dia 18 de abril, 2014- na sua residência na Cidade de Aurora- Ceará.

sábado, 12 de abril de 2014

MIGUEL BERNARDINO DOS SANTOS – O CONSTRUTOR DA CAPELA DE BOM JESUS DO HORTO.

FOTO: CAPELA DE BOM JESUS DO HORTO.FONTE ARQUIVO JOSÉ CÍCERO.


MIGUEL BERNARDINO DOS SANTOS – O CONSTRUTOR DA CAPELA DE BOM JESUS DO HORTO.

No ano de 1968, o Sr. Miguel Bernardino dos Santos em cumprimento de uma promessa feita ao Bom Jesus do Horto, em face de uma doença que lhe acometia de forma crônica e constante, quando já se encontrava bastante enfermo, num ato de fé pura, ele clamou em voz alta que se ficasse curado, além do testemunho de cura, arregimentaria parentes, amigos, devotos e o povo em geral para, em esmolas, construir a primeira capela de Bom Jesus do Horto no Município de Aurora, Ceará.

No ano de 1980, o senhor Miguel Bernardino dos Santos foi valido e teve cura plena da enfermidade que ia aos poucos ceifando as suas forças e a sua saúde frágil.

No ano de 1983, o fiel devoto, Francisco José de Macedo conhecido como Chico Amor, juntamente com a sua esposa Maria Risalva dos Santos Macedo fizeram a doação de um terreno para a construção da Capela de Bom Jesus de Horto localizada no Sitio Recreio (em cima da Pedra) no município de Aurora – Ceará; ao tempo em que o Professor Luiz Domingos de Luna,  como apoio dos irmãos carismáticos do Grupo de Renovação carismática Deus Menino, com sede em Aurora(CE), a construção da primeira Via Sacra Pública de Aurora  ladeada ao caminho  com sentido a Capela de Bom Jesus do Horto.

Com o seguimento do tempo e apoio integral da comunidade católica de Aurora, a construção da capela foi, aos pulos, ganhando forma, solidez e consistência, que inclusive, foi instalada uma procissão,com saída na Igreja Matriz do Senhor Menino Deus a Capela de Bom Jesus do Horto todo o dia 20 de cada mês, com cânticos,louvores, reza no interior da capela em construção e, muitas vezes missa, como marco  de religiosidade  do povo da terra do Menino Deus.

No dia 20 de novembro, 1985, com  uma missa solene campal em frente a Capela de Bom Jesus do Horto, tendo como celebrante o pároco de Aurora  Padre Francisco França a Capela  foi oficialmente inaugurada bem como foram bentas as  estações  da primeira Via Sacra Pública do Município de Aurora Ceará.

Luiz Domingos de Luna professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra,Aurora Ceará. Email:falcaodouradoarte@hotmail.com

domingo, 6 de abril de 2014

ANTONIO BAPTISTA DE LUNA-UM LIVRO QUE AINDA NÃO FOI ESCRITO.

FOTO:ESPERANÇA LUNA, MARIA LUIZA LUNA E ANTONIO BAPTISTA  LUNA.


ANTONIO BAPTISTA  DE LUNA-UM LIVRO QUE AINDA NÃO FOI ESCRITO.

Segundo a tradição, o famoso Cemitério da Bailarina  localizado no Sitio Carro  Quebrado no Municipio de Aurora no Estado do Ceará, teria dado abrigo a dezenas de pessoas que faleceram, como causa,  uma epidemia de cólera ocorrida no século XIX.



Joaquim Batista de Lima, falecido em 1920, vitimado pela cólera, teria sido sepultado no referido Campus Santos, razão de não constar seu nome no Jazigo de seus familiares no Cemitério Oficial de Aurora (CE).



Documentos oficias comprovam que  a epidemia da cólera no cariri cearense ocorreu no ano de 1864 e não no ano de 1920 quando o Cemitério já não estava em uso, se é que já esteve algum dia, pois não  há registro de um nome real comprovado legalmente,  ter sido  sepultado naquele pretenso Campus Santo.  Reitero a ideia de que  lá  sempre foi a Sede da Igreja Rural Laica- Titulada: Auto de Canudos.



Joaquim Batista de Lima é pai de André Batista de Luna e Antonio Batista de Luna, com o falecimento de André Batista de Luna, ainda criança, em poucos anos, ou seja, quando Antonio Baptista de Luna, com aproximadamente 06 anos migrou para a Região sudeste.



Como D. Joaquim Grangeiro de Luna era Prior do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro- Rj,teria levado o garoto para a Abadia de Nossa Senhora do Monte Serrate no Rio  de Janeiro.



Pelo que consta nos dados oficias Antonio Baptista de Luna era Jornalista Profissional e Advogado.  



Considerando que  O Prior da Abadia de Nossa de Monte Serrate D. Joaquim Grangeiro de Luna levou o garoto para O Rio de Janeiro, mesmo assim, precisa a comprovação se ele estudou numa  escola laica, ou  seja de não formação religiosa, ou ele começou  seus estudos numa escola  de formação religiosa e    depois migrou para o jornalismo e  a advocacia.



Informações oficiais dão conta de que Antonio Baptista de Luna  juntamente Com Plinio Salgado foram detidos devido ao Integralismo, o integralismo era uma força polítca reconhecidamente de direita,assim os perseguidos políticos foram no Brasil, os da esquerda, não os de direita.



Há a versão de que os parentes de Antonio Batista de Luna teria  abandonado, por razão dele ser da direita, mas qual o Parente dele que seria de esquerda?  Na época em pauta.





Luiz Domingos de Luna profesor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra-Aurora – Ceará Email: falcaodouradoarte@hotmail.com




quarta-feira, 2 de abril de 2014

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE:O LIVRO E O PIANO (01)

FOTO: PADRE LUNA, IRMÃS E SOBRINHO.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE:O LIVRO E O PIANO (01)

INTRODUÇÃO

Quando do início da confecção da Árvore Genealógica da Família Luna, contava aproximadamente com a idade de 12 anos e comecei  primeiramente demonstrando o meu intento a Pe Francisco de Luna Tavares,  que, gentilmente me recebeu  e riu muito e disse que  este trabalho já se encontrava feito pelo Prior do Mosteiro de São Bento Rio de Janeiro, Dom Joaquim Grangeiro de Luna,  falecido  no dia 22 de novembro de 1969,sendo sepultado no próprio mosteiro. Segundo Pe Luna o livro que contém as informações é nominado: Epistolas Secreta a Família Luna. Achou-me muito jovem para tal empreendimento, mas me aconselhou que continuasse no trabalho de campo que num futuro longo e oportuno ele iria ao Rio de Janeiro e ao passar pelo Mosteiro traria o livro e me daria uma cópia.

PRECEDENTES.

No natal de 1979, me encontrei com o Pe Luna e ele me disse, Luiz,  no mês de fevereiro do próximo ano irei a São Paulo, a páscoa  passarei no Rio de janeiro, não se preocupe,  pois não esqueci  o meu compromisso, agradeci e fiquei muito alegre. Só que infelizmente no dia 7 de fevereiro,1980, recebi a notícia, aqui em Aurora de que o  padre Luna juntamente com um sobrinho  havia falecido vitimado por um desastre de caminhão em que viajava para a cidade de São Paulo.

ANTECEDENTES

Como não havia parado o trabalho de campo, intensifiquei muito mais, vez que na época as informações me foram dadas com certa facilidade e existia muita gente idosa que tinha conhecimento sobre o assunto em pauta. Na época a pessoa mais velha da família residia com o meu tio avõ Francisco Marinho de Luna, filho de André Marinho Falcão se trata Ana Marinho Falcão de Luna, conhecida como tia Nãni, filha  também de André Marinho Falcão. No sitio Izaias, distante da sede pelo lado leste 12 km, com entrada no sítio salgadinho pela CE 288. Ao chegar  em izairas pude ver tia Nãni já idosa mais ainda gozando de uma boa lucidez, pois quando abordada por mim, estava deitada em uma rede, e sentou-se  ouviu atentamente a minha história,  depois, num gesto de raiva disse:- não se meta nesta historia, não se meta nessa historia, ai eu interrompi  por que Tia Nâni ? o que está acontecendo ? “ ela disse textualmente os marim do sul quer que  o piano  fale  e nós quer que o livro fale” saia dessa história, - teve uma espécie de convulsão e em poucos dias faleceu.

Com esta cena eu verifiquei que o foco da Família Luna estava, não mais nos Luna, mas nos Marinho Falcão, o meu objetivo tinha sido mudado, pois embora jovem   verifiquei que, como um anciã que viveu sempre na zona rural, analfabeta, iria levantar um questionamento desta natureza, talvez ela nunca tivesse visto um piano, pois eu também ainda não conhecia, sobre o livro, eu deduzia que  se tratava de Epístolas Secretas a Família Luna, OSB, Dom Joaquim Grangeiro de Luna, Prior do Mosteiro do Rio de Janeiro, mas como conseguir o livro ? - E o Piano, quem era esse Piano ?

Luiz Domingos de Luna.
Redator.

terça-feira, 1 de abril de 2014

LUNETA LUNA -UMA OBRA DE FICÇÃO.

DE PRETO PURO FRANCISCA PIZIANNY MARINHO FALCÃO. NOME DE FICÇÃO.


LUNETA LUNA – UMA OBRA DE FICÇÃO.

Esta obra artística literária é de ficção, pura ficção , qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.


NARRADOR:  Aproximadamente na segunda metade do século XVIII,  no navio Lorde  Brasileiro, desembarcam em Fortaleza-Ce os irmãos:Marcos Marinho Falcão, João Marinho Falcão, Manoel Marinho Falcão, André Marinho Falcão e a caçulinha Cândida Marinho Falcão fugitivos de um perseguição tenaz na Itália, onde perderam os pais e os demais parentes. Com as economias que  conseguiram trazer compraram uma pequena propriedade no bairro “Eusébio” de Fortaleza, e logo conseguiram se adaptar as novas terras e retirar     o sustento da família na pequena, mas  produtiva chácara cearense.  A produção da chácara, o desenvolvimento do capital, a demanda pelos produtos, e o comercio que ali se instalou, fomentou a discórdia na divisão do lucro, gerando uma cisão no meio familiar culminando com a compra da propriedade pelos irmãos Marcos Marinho Falcão e João Marinho Falcão.

REDATOR  Com a venda da propriedade, os  demais irmãos vendedores migraram para o Cariri - fazenda Canabrava município de  Missão velha - constituindo uma segunda colônia familiar no permeio entre as cidades de  Aurora e Crato no interior do Ceará; Fortaleza, portanto, ficou sendo a pioneira.

v  DISPERSÃO Manoel Marinho Falcão e Cândida Marinho Falcão provaram da diáspora familiar com uma intensidade forte, haja visto, que no Crato uma discussão com um  mestre musical, em uma das aulas ministradas, por força de uma situação emocional descontrolada, Manoel  comete um  crime e foge para a Paraíba, O assassino do maestro cumpre sua pena, mas constitui uma colônia familiar em João Pessoa – PB embora tenha cortado a ligação com as demais colônias familiares.

PRECEDENTES.1, Antes da DISPERSÃOv, Cândida Marinho Falcão ainda no Cariri, se envolve emocionalmente com um preto, ajudante de  Manoel  Marinho Falcão, engravida deste, ao tempo em que com o apoio de Manoel casam e logo em seguida, o preto aparece morto no meio do mato a tiros de espingarda. Com o nascimento da filha, Cândida, Viúva jovem foge de casa e consegue a duras penas  chegar ao Rio de Janeiro onde  constitui uma nova colônia familiar, mas  teve o cuidado de cortar a ligação familiar com as demais colônias familiares.

PRECEDENTES.2 após  DISPERSÃOv Marcos Marinho Falcão em desacordo com          João Marinho Falcão, migra para o  Estado do maranhão e de forma secreta forma mais uma colônia familiar naquele Estado e prossegue finalmente para a Amazônia, vivendo no anonimato até o desenlace biológico.

REDATOR Cândida Marinho Falcão, viúva, a custo de muito sofrimento, consegue criar a sua filha Francisca  Pizianny Marinho Falcão, segundo nome da criança, visto que ao regresso da guerra do Paraguai, não ao final da Guerra mais em tempos após,  o Capitão Lucio  Prochar  Pizianny, por força de um amor inexplicável resolve assumir um romance com Cândida e ao tempo em que adota  Francisca como sua filha legítima, que por sorte sua adquire a cidadania brasileira e italiana.

NARRADOR: Dado aos conhecimento militares e a rotina de um militar que honra a sua missão na plenitude maior, o capitão, com a força de seu idealismo funda uma  espécie de  sindicato dos ex-combatentes da guerra do Paraguai, uma espécie de direita extremada, com regulamento, estatuto, sede, mas devido a xenofobia, e o nacionalismo exagerado, defensoria intransigente do padroado o Coronel no  final do ano 1889 é exilado para a  o seu país de origem, Itália, e juntamente com Cândida vivem  até o final da vida na sua cidade natal  na Itália.

PRECEDENTES.3. “Desfeito este” sindicato”, e ao saber o destino incerto e inseguro da garota que contava com aproximadamente 13 anos os pais resolveram deixá-la num mosteiro seguro sobre a responsabilidade de monges Beneditinos, enquanto a sua situação se organizava a nível de legalidade institucional familiar. Mas infeliz mente a Europa vivia um clima de muita insegurança por conta dos preliminares da falta de estabilização social que culminaria  com a primeira guerra mundial.    


v DISPERSÃO, sob pseudônimo a garota começou a escrever artigos, para a Revista Eclesiástica Brasileira, de um primor  e uma consistência tão apurada que chamou a atenção dos monges e  da redação de muitos estandartes religiosos, a ponto de  criar uma curiosidade por parte da sociedade fluminense de conhecer o autor de tão brilhantes artigos, foi ai que Pizziany foi convidada a  participar de um jornal que estava nascendo no Rio, inicialmente como secretária do Sr Lineu Marinho, homem idealista , íntegro, de ascendência árabe, de uma religiosidade impar, fervoroso na fé católica a ponto de manter uma linha semanal de diálogo com os monges beneditinos, sendo inclusive amigo pessoal do Abade geral do  Mosteiro de  são Bento Rio de Janeiro, Dom Gerardo Von Caloen, e Alceu Amoroso Lima Tristão de Athayde e de outros religiosos de grande conhecimento na imprensa nacional como  D. Estevão Bitencurt e  mais tarde o intelectual paraibano Assis Chatoubriant e. Dom Joaquim Grangeiro de Luna, que  confiou a formação do seu parente Antonio Baptista de Luna, aos descendentes do grande mestre Lineu.

PRECEDENTES.4  por que estes fatos foram  tungados da mídia nacional que crescia e se desenvolvia com a força e a unidade de uma imprensa altiva  forte e combativa, ao tempo em que a elite intelectual, a polca, a valsa o carnaval, e a unidade nacional dava os primeiro passos a nível cultural com a semana de arte moderna.
 

NARRADOR,ora, Lizianny tinha dois nomes, dois pais, duas nacionalidades, uma guerra mundial em cima, um mosteiro, um potencial jornalístico incrível, uns pais idealistas e imprevisíveis, uma biografia social tortuosa, dois mundos o mundo de origem pobre, de infância miserável e o mundo que se formava  nos clubes fluminenses e paulistas  como condutora anônima de uma identidade e unidade cultural que nascia e na grande oportunidade de escrever uma nova  história para aquele grande homem que lhe acolheu com esposa, Lineu Marinho, que era avesso  a qualquer tipo de  revolução cultural, sisudo, de principio rígidos do tipo casa trabalho, igreja, detestava conviver de forma pública, sempre estava protegido por uma sala, só admitia reuniões  com devida audiência marcada, tinha uma agenda rígida, um rito de vida duro, sistemático, ortodoxo, ,  e exigente consigo mesmo a ponto de que quando foi sondado para trabalhar  no jornal Le Figaro na França por um emissário daquele matutino assim respondeu “ “meu caro emissário da França eu serei  um ponto iluminado ou apagado pelo gerador dos senhores, aqui não, é diferente eu farei o meu próprio gerador para iluminar o meu universo, o universo do meu coração a unidade brasileira, a cultura brasileira, o sonho do brasileiro, sendo ou não realizado, o meu sonho continua forte.” Muito obrigado pelo convite. Talvez não tenha vivido o bastante para ver o seu sonho realizado, mas graças ao filho, criado com a mesma tenacidade, determinação realiza o sonho do pai, cria a industria do sonho, o universo paralelo, enfim, é uma realidade

PRECEDENTES 5. Porque Lineu Tinha este sonho, este idealismo, essa determinação, essa penitencia exagerada, essa luta, essa luta pela luta, acredito que se estivesse no meio do deserto , ainda assim teria  realizado o seu sonho, mesmo após o desenlace  biológico, como pode existir tanta garra e determinação em ser o primeiro, o desbravador da comunicação no Brasil, a ponto de ser amigo do Assis Chatobriant, um homem que respirava e vivia a megalomania, a vaidade, o prazer carnal, o verniz da elite,  o gosto pelo gastar, o gosto pela  bebida, pelo conforto das elites, mas não, sua grande luta era a dúvida de ser aceito pela Academia Brasileira de Letras, sonho realizado pelo filho, mas o queria Lineu ?

ENTREVISTA COM O SR. LINEU MARINHO FALCAO.

Reconhecimento:
“Daqui a mil anos todos o livros escritos para mim serão a sombra do nada “ poder “O poder é bom para ser usado  quando se tem objetivos claros e projetos de crescimento para a sociedade brasileira”  Piano “ não existe maestro treinado para dar aulas para  que tem 11 dedos” arte “ a arte quebra o tempo e o espaço”  Família “os meus descendentes viverão outras realidades” luta “sem luta ninguém  agüenta o peso da existência”. Mulheres “ todas as mulheres amam a vaidade’”  talento “só existe talento se existir uma luz, ninguém é artista de si mesmo”  fé “ a fé é o sacrifício que se faz para abordar o desconhecido” a pobreza, “não existe pobreza para quem ama o ideal”, a violência  “ é o preço que se paga para conviver com o outro da mesma espécie” lealdade “não existe lealdade sem compromisso”  o seu trabalho” eu não tenho problema de ego” escrevo pra a edificação social. O seu sonho “ criar a unidade  nacional, risos se pudesse a internacional também.

NARRADOR:Se daqui a mil anos nada do que o senhor construiu já não existe mais, então porque construir hoje a certeza da sombra do nada daqui a mil anos ?” - somente por uma coisa.  Que coisa   Dr Lineu?, não me chame de Dr?
Que coisa senhor Lineu – a vaidade espiritual – Vaidade espiritual!, o que e isto ? - é a certeza de que meu bitetraneto jamais mendigará um pedaço de pão pelas ruas, o senhor trabalha pelo pão ? “ nem só do pó vive o homem” que outro benefício tem  essa  vaidade espiritual ? - a certeza de que não sou uma cópia, e nunca estou sozinho, - como assim  senhor Lineu ?  - a sociedade é um carrossel gigante, qualquer problema no carrossel todos sofrem eu acho melhor observar o carrossel longe o suficiente para não esta sentado nele, mas perto o suficiente para acompanhá-lo pacientemente - e se o carrossel quebrar - estarei lá, e digo mais farei de tudo pra consertá-lo e - se o dono do parque lhe expulsar ?, - com certeza eu só estarei no meu posto se for sócio do dono. Risos, ou mesmo o dono. O que é Rio de janeiro para o senhor - o meu pequeno laboratório - e o Brasil a minha vida e, o mundo uma grande ilusão. E O livro ? Cada Autor tem sua  versão pois a verdade é sempre filtrada pela emoção do escritor. E os seus parentes pobres ? Pobres de que ? - materiais, - De que adianta ser pobre material se são ricos espirituais ?, E essa riqueza espiritual serve para que ? Serve para  que quando for publicado um artigo falando que um parente meu foi monge por que foi abandonado por uma moça rica ele  responder que a moça também é monja e morrerá monja. A riqueza material ficou pra trás. Eu vou enviar este trabalho para sua empresa de comunicação,-  vai cobrar quanto,- nada, - os direitos autorais  é de quem, - da empresa de comunicação que o senhor idealizou,- você está querendo fama ?, -não pois daqui a 100 anos este trabalho será á sombra do nada, - pensa em retribuição -não, -pensa que o trabalho vai ser divulgado,- não- e ser for divulgado faz questão que apareça o seu nome, -não, pretende receber alguma vantagem financeira -não, tem problema de ego- não, pois isto se chama vaidade espiritual. É por isso que nós não somos parentes, nem conhecidos pode enviar pra os meus descendentes, obrigado por tudo.

Luiz Domingos de Luna
Redator.