sexta-feira, 28 de setembro de 2012

MARIA NOÊMIA VITURINO LEITE - FUNDADORA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZERRA -

                Luiz Domingos de Luna*



Nas ondas emblemáticas da plumagem existencial, nos verdadeiros paradigmas da oscilação do tempo, nasceu no dia 15 de agosto, 1933 na vizinha cidade de Caririaçú (CE) a criança, Maria Noêmia Viturino Leite, que, tendo em tempos idos, o seu esposo, o advogado Dr. José Dácio Leite sido aprovado em concurso público para o ministério público, veio da capital do Estado – Fortaleza, este aurorense pela primeira vez na história de Aurora ocupar a cadeira de Promotor Público Estadual.

No mesmo ano de 1963, nasceu o primeiro filho do Casal José Dalton Viturino Leite, tempos depois o segundo filho José Dácio Leite Junior.

Em 1964 a Diretora da Escola Monsenhor Vicente Bezerra, Maria Laisce Gonçalves Quezado dos Santos, numa iluminação característica das grandes mestras da educação de Aurora, convidou a primeira professora de Artes do Colégio Paroquial Sr Menino Deus a normalista, Maria Noêmia Viturino Leite para ocupar o cargo de Vice – Diretora.

Ainda no ano de 1964, A Professora Noêmia, mobilizara a sociedade aurorense, as autoridades, e o povo de forma geral para a construção da Primeira Biblioteca das Escolas Públicas no Município de Aurora (CE).

O Sonho da Profa Noêmia encontrou no prefeito da época, Francisco Bezerra dos Santos, um aliado forte e determinado, a ponto de firmar vários convênios para aquisição de livros para a Biblioteca da Escola Monsenhor Vicente Bezerra.

No dia 15 de março 1965, enfim, o sonho da professora Maria Noêmia Viturino Leite foi realizado com beleza, com altruísmo, pois em sessão solene na escola, foi inaugurada a Biblioteca da Escola Monsenhor Vicente Bezerra. Ponto de partida para pesquisas, estudos, leituras e complementação de conhecimentos por todos que por lá passaram e ainda estão passando, visto a Biblioteca da Escola Monsenhor Vicente Bezerra ser hoje uma das que possui um acervo considerável de livros e afins para o engrandecimento do quadro da epistemologia genética regional e local.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará
Email: falcaodouradoarte@hotmail.com

sábado, 8 de setembro de 2012

SEVERINA LUNA MACEDO - Pioneira da educação religiosa em Aurora

Luiz Domingos de Luna*
A ligação entre o humano e o divino remontou o primeiro olhar do Homo sapiens ao portal da civilidade, sem isto, toda paisagem existencial tenderia a ver morto, um abstrato puro, não haveria espaço para a divindade.


A Religiosidade sistemática em sala de aula teve em Aurora no estado do Ceará, a mestra motriz que na amálgama da alma do aurorense, um novo aroma que fluiu na atmosfera dessa ligação forte: Homem – Deus.

Aos 03 de novembro, 1945; no Sítio Parnaso no Município de Mauriti (CE), ecou o choro da ungida no tempo para ser a pioneira da educação religiosa em Aurora- SEVERINA LUNA MACEDO, pois em 1962, acompanhada pelos pais: Raimundo Rodrigues Luna e Maria Luna Tavares receberam o chamado do mestre Padre Francisco de Luna Tavares vigário saudoso e zeloso da Paróquia do Senhor Menino Deus de Aurora.

No ano de 1962 ocupou, com muita simplicidade, a sua cadeirinha de aluna na primeira turma da 6º série do colégio paroquial, assim o tempo numa dobra mágica do espaço, após renuncia da professora Terezinha Lucena, assumiu a cadeira de professora titular do ensino religioso {1º série} no educandário vinculado a diocese de Crato no Ceará.

No ano de 1968, na tribuna dos eleitos do já conhecido curso normal, recebe o titulo de professora normalista na escola que teve como fundador Padre Francisco de Luna Tavares (1960) sendo esta, a primeira escola a implantar o curso normal que foi sem nenhuma dúvida o motor primeiro para a formação dos educandos, com titularidade, a educação de tempos idos e vividos.

No ano de 1967, entrou pela primeira vez, o estudante, raquítico e raivoso para receber o primeiro ensinamento, na verdade uma criança de 06 anos de idade alheia a educação sistematizada, sem nenhum preparo intelectual, não conhecia nem a primeira letra do alfabeto, um analfabeto na expressão maior da palavra, para ser entronizado na educação pela pioneira da educação religiosa em Aurora, SEVERINA LUNA MACEDO, assim com as mãos duras, o intelecto zerado no vazio do nada, foi com o preparo do mel do saber ungindo também este garoto, na verdade um ignorante, uma pedra bruta para ser trabalhada pelas mãos zelosas da mestra maior, o pior da sala, o mais zuadento, o mais broco, o mais estúpido, na verdade um paradoxo total uma mestra completa buscando humanizar um garoto sem nenhum brilho, salvo o que emana da mestra maior com as mãos sagradas a ensinar e catequizar esta criança, rebelde por natureza, complexa por índole, teimosa e marrenta.

Sinto hoje o sofrimento que teve esta grande educadora para abrir os olhos de Luiz Domingos de Luna na educação em si, para a família, para o mundo, para a vida e ser um educador, pois somente assim, se consegue ver a luta incansável, a tenacidade, a garra, a determinação, o brilho e luz da grandeza desta heroína da educação de Aurora – SEVERINA LUNA MACEDO.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DO PINCEL NA AQUARELA DO CARIRI - DÉBORA LEITE


Por: Luiz Domingos de Luna*

Da terra de Aldemir Martins ao sopé da Chapada do Araripe corre o cinzel à busca de inspiração, da criação, da arte em projeção, labirinto da Arcádia, musa da poesia, natureza ritmada, oásis de uma estrada, bioma verdejante ao cariri um novo dia.

Canteiro de talentos, uma chama que fumega esfarelada no tempo, são artistas, músicos, artesãos, esculturas projetadas, aquarelas bem pintadas sob o céu azul do firmamento. A Alma quebra a algema do ser, fluindo no mistério da vida no vôo mágico do sopro, nasce um novo segmento, a arte tremulante na matéria a sorrir, para a invenção de mais um novo instrumento.

Do topo da chapada da Araripe, a aquarela bem pintada, Tem magia, tem beleza, tem o rio que corre, tem natureza viva, a tinta quente que escorre, no capricho do aroma, dos pomares ventilados, da história do futuro, presente, passado encanto de uma cidade, de um pintor com rigor o seu timbre foi deixado!!! Oh amada Crato, aquarela que da tela, visão mística acurada, terra da poesia e da arte encantada, tua música está presente, na sublime harmonia do pensamento, do fruto serás sempre a semente a brotar em cada coração, na rima certeira de uma canção, ao crepúsculo saudoso de um raio quente.

A arte mágica do pensamento roda a existência em um momento, é silêncio total, com certeza uma garota, uma adolescente, tintas, pincel, cinzel, panos frios e quentes, na Avenida Duque de Caxias, 206-Centro - Crato, a olhar calmamente, com a leveza de suas mãos Talentosas, Débora Leite vai criando, o seu universo em andamento, uma cadeira, uma rede, um senhor lendo jornal, uma senhora no tricô com passo decimal, uma cadelinha nasce, tudo muito natural uma garotinha brincando com seu gatinho chulau, na perspectiva ciranda, com cores bem definidas, assim nasce uma nova vida, uma pintora aguerrida criando seu lindo mural.

A arte toca o outro também pela simplicade, sem malicia, sem maldade, sem interesse comercial, no fabrico da própria arte da grandeza artesanal, assim é Crato no Cariri, na Chapada do Araripe, já se vê o clarão, fonte de inspiração, com é linda a sua voz, rios caudalosos correndo, um novo mundo nascendo, na mágica da criação de um povo hospitaleiro, tem Barbalha, Juazeiro, lindas cidades ornadas, tem beleza encantada, caminho de um luzeiro, fonte de inspiração, assim é a linda região de meu Ceará brasileiro.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra





sexta-feira, 31 de agosto de 2012

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE AURORA


Luiz Domingos de Luna*

Via de regra, toda cidade tem no conjunto do inconsciente coletivo, o cerne da alma viva registrado, deste o primeiro sopro interativo coletivo no espaço tempo, ao presente momento.

Essa premissa, não contém Aurora, pois sua história foi toda montada em um enredo poético literário, conto, romance, ou numa linguagem mais própria – Versões poéticas de Aurora, que podem ser advindos do nascer do sol, de uma venda, ou mesmo de uma senhora sem venda, e até os mais audaciosos, ser a princesa Isabel a autora do nome da cidade.

É mister afirmar que: um estudante ao fazer um trabalho cientifico sobre a História de Aurora, saia com mais dúvidas do que quando começou, pois são tantas versões, tantas possibilidades que posso afirmar categoricamente que, estudar a história de Aurora é estudar um pântano de interrogações e mistérios que tende ao infinito.

De uma forma geral os aurorenses são historiadores, principalmente de sua própria história, pois senão vejamos: em um dado amostral ao se fazer uma entrevista com qualquer um, ao referenciar um dado histórico já devidamente arraigado na literatura revisada, o entrevistado já vai logo refutando tal afirmação: “Meus avós falavam sobre isto, mas de fato não foi bem assim”, pois naquela época tinha um: e acrescenta mais um palmo na história ou diminui três, dependendo da fonte em pesquisa, assim, o que já é de difícil compreensão passa a ser quase que impossível.

O escritor que, de boa fé, acrescentar um fato novo na história de Aurora se não estiver de acordo com a mediana do inconsciente coletivo mutante, incrivelmente mutante, rico em diversificação, terá sua fonte desacreditada pelos aurorenses, pois o que seria um dado histórico inovador, rico e necessário, passará a ser uma invencionice do autor ou mesmo da fonte consultada.

Não sei a vigilância com esta história de Aurora é de fato, necessária ou não, pois se aprova o mito que não existiu e reprova o fato comprovado novo. Na verdade é um grande Paradoxo. Assim, com quase 130 anos de história se convive harmonicamente com o mito na espreita de negar, ou mesmo reprovar, o fato novo verídico.

Dessa maneira, somente resta aos historiadores do presente, deixar sua versão mesmo comprovada, como uma versão cientifica, pois a versão mitologicamente rica e diversificada continuará para sempre no inconsciente do aurorense.

Considerando que algum escritor com seriedade, compromisso com a educação comece a fazer uma pesquisa sobre a história da Educação de Aurora para a elaboração de um livro didático, com certeza a primeira pista: {as famosas Escolas Reunidas de Aurora} que deram origem ao primeiro educandário da Rede Publica Estadual do Cariri Cearense - Escola Monsenhor Vicente Bezerra com fundação no dia 15 de março de 1927.

Dada a vigilância dos aurorenses, um segmento respeitável irá pesquisar intensivamente os dados para verificar a autenticidade, e, mesmo verificando e comprovando a autenticidade, ainda ficará aberta a possibilidade da versão, ou seja, de alguém dizer “meu avô dizia que a educação começou mesmo numa casinha de.... Somente que ela foi esquecida, hoje tem esta história bonita, mas tudo começou assim...” Assim nasce o mito, e o mito nasce com tanta força e intensidade que se não tiver muito pulso, até o autor passará a acreditar no mito.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará.


















sábado, 18 de agosto de 2012

NO COMPASSO DO PRUMO A RÉGUA FALA: PAULO ELIOMAR 70 ANOS!!!


Luiz Domingos de Luna*

Sob a luz do Grande Arquiteto do Universo, um raio fúlgido, na coroa da aurora, um novo sol se formou nos umbrais dos templários medievais, na construção de uma história, onde a rosca do tempo fechou o espaço para o sopro da vida, a criança em Aurora, e entre as colunas da existência, no selo das tábuas da sabedoria, o jovem foi polido, moldado e esculpido, numa trajetória que embora, quase sozinho, recebeu a missão para a humanização afora.

Ingressou na Sublime Ordem, um dos pioneiros a ser ungido, pelos nobres ensinamentos, para fazer fluir na cidade de Aurora. Um dos fundadores da Loja Maçônica Cavaleiros de Nova Aurora Nº 69, percorreu nas alamedas da cidade, da Cooperativa à Rua 7 de setembro, retornou ao sítio, berço natal - Recreio, ao toque da sineta, ao apito do trem uma loja foi erguida, uma comunidade cingida nos mistérios do além.

Quão grande foi à alegria que o mestre maçom, em alto e bom tom, ao som do compasso, preparou a face da nova filosofia, libertou o homem de sua agonia, na peleja da vida ainda prega, a voz da sabedoria, cidadão do mundo, irmão da vida, aliado do tempo, pureza de coração, com um luzeiro na mão, construiu sua aurora, betumou união, sem brigas, sem queixas, sem rixas, todos unidos no altar da oração.

Foi o primeiro homem a dizer não, da audácia a hipocrisia, pois a beleza de um novo dia, não pode ter distinção – Oh serena forma, por que afogara nas ondas dos templos, a sublime semente da pura união. –quem? –Nós, senão habitantes deste carrossel, fazendo no céu a nossa canção, os anjos aplaudindo, o incenso cheiroso, num mundo amoroso ligado ao divino.

“Abri senhor as portas dos mares”, numa caravela eu quero passar, conhecer o mundo na grandeza da imensidão, visitando os templários, pegado em meu rosário e cantando uma canção. Nós da Loja somos estrelas de sua galáxia, a sua sabedoria será sempre uma fumaça a rodar o universo a busca da felicidade. Oh Senhor, derramai sua graça, sobre este firmamento, rocha de cimento, canteiro da liberdade.
Dê ao homem integridade na sublime voz do pensamento, e ao querido povo de Aurora, irmãos de caminhada, na singela estrada onde mora, o pincel passageiro do tempo.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará. Email: falcaodoouradoarte@hotmail.com

quarta-feira, 13 de junho de 2012

TERCEIRA HEROINA DO MONSENHOR -MARIA TAVARES LEITE GONÇALVES-


         Luiz Domingos de Luna (*)


Quando o odor do divino toca o manto do sagrado na construção da massa humana, a flecha do Raio de luz oscila na abóbada do oceano existencial e imanta a probabilidade entre destino ou não, numa escala que ao logo do tempo tem servido de base ou alimento intelectual para os filósofos.
Na Pia batismal da igreja do Sr Menino Deus, pelas mãos sagradas do Padre Francisco Luna Tavares, ingressa na apostólica Romana que teve como primeiro papa São Pedro.

A garotinha sempre a acompanhar seus familiares as solenidades religiosas, numa entrega total de fé, que, com muito jubilo, faz a primeira comunhão com o PE. Luna.

Nascida em Aurora, em festividade alusiva a tal fim, recebe a insígnia sagrada do Apostolado da Oração no cumprimento de fé professada a Santa Igreja de Roma.

Já nascia, como uma chama ardente, no coraçãozinho da menina moça, Maria Tavares Leite Gonçalves, o dom missionário, a ser uma das Heroínas da Escola Monsenhor Vicente Bezerra.

Das primeiras letras ao 2º ano do ensino médio estuda na escola pertencente à paróquia do Senhor Menino Deus na cidade de Aurora no Ceará. Conclui o terceiro ano do ensino médio no Colégio Santa Tereza na linda cidade de Crato, sede de nossa Diocese.

No ano de 1970, na galeria dos formandos, na sede da Universidade Regional do Cariri –URCA, - Crato-Ce, recebe garbosa, com muita simplicidade e humildade o diploma de graduação no magistério.

No passo firme e determinado, vai à missionária da Educação, sempre com o espírito de humanizadora social, educadora por excelência, ao maior Centro de Educação do Ceará, Fortaleza, e lá recebe o certificado do curso de Administração Escolar outorgado pela Universidade Federal do Ceará – UFC.

Fomentadora da cultura, arte e educação retorna a sede de nossa diocese e, com brilhantismo se faz presente aos eleitos ao receber o certificado de Pós Graduação, - Arte e Educação, curso ministrado pela renomada Universidade da Região do Cariri - URCA.

A Missionária da Educação, seguindo sempre as pegadas do mestre é convidada a restaurar o primeiro educandário da educação pública da Rede Oficial de Ensino no Cariri Cearense. Escola Monsenhor Vicente Bezerra – Fundação: {15 de março, 1927}.

Na manhã do dia 15 de março de 1979, a águia da Educação de Aurora – Maria Tavares Leite Gonçalves- rascunha na sua mente majestosa o processo de restauração da Escola Monsenhor Vicente Bezerra; A Saber:
Grandeza Material
a) Restauração da estrutura física com suplementos, salas de aula, banheiros modernos e pátio recreativo a altura da aspiração do povo de Aurora. Conseguiu a primeira linha telefônica da escola, precursora assim, do processo de globalização que viria décadas após, com a Rede Mundial de Computadores.
Grandeza Educacional e Intelectual
a) Criação motriz do Grêmio Estudantil
b) Ampliação e Qualificação, Biblioteca da Escola.
c) Implantação completa do Ensino Fundamental Maior com professores habilitados as disciplinas específicas.
d) Implantação completa do Ensino Médio – Curso Científico- com professores habilitados as disciplinas específicas.

Por tudo isto e muito mais é que, a cidade de Aurora, grata é a 3º heroína do Monsenhor – Maria Tavares Leite Gonçalves, que num gesto de total desprendimento, convida o professor Luiz Domingos de Luna, recém graduado pelo Centro de Formação de Professores – Cajazeiras - PB para lecionar pela primeira vez no educandário as disciplinas de Física, Química e Biologia.

A História da Educação de Aurora se faz com  garra, determinação, visão de futuro, penitência, sofrimento, e, principalmente,  saber construir na dor do momento  o amor  pleno para a libertação das novas gerações a luz da Graça de Deus. Assim, pela grandeza dos fatos, com a força do destino, ou sem a força deste, fica Maria Tavares Leite Gonçalves entronizada na história da Educação de Aurora com a 3º Heroína da Escola Monsenhor Vicente Bezerra.

(*) Professor da Escola Monsenhor Vicente Bezerra, rua Cel. José Leite s/n Araçá – Aurora – Ceará. CEP 63.360.000 TEL (88) 3543.39.03. Email: monsenhorvbezerra@bol.com.br



domingo, 6 de maio de 2012

AS MÃES DO MONSENHOR

  Luiz Domingos de Luna*

Aurora porta no seu seio protetor, na amamentação diária, na maternidade responsável, a candura de uma mãe dedicada ao seu primeiro filho da Rede Pública Estadual de Ensino no cariri cearense ,o educandário Escola Monsenhor Vicente Bezerra, {15 de março 1927}, o zelo, a predisposição, o planejamento prévio, a aglutinação do pensar feminino, já impresso e timbrado no DNA de preservação da espécie, característica básica da mulher, faz do querido Bairro do Araçá o berço esplêndido para o acolhimento primeiro, deste filho no cariri.

A Luz da racionalidade, da razão pura, sendo entregue este projeto aos racionalistas, com certeza, este filho ilustre de Aurora teria sido abortado, pois o espaço geográfico e a paisagem social não tinham o ouro nem a prata para oferecer ao recém nascido, Muitos gritavam que o Educandário iria ser um uma criança raquítica, frágil, doente e que seria melhor levar a criança para um centro mais desenvolvido. Foi uma verdadeira guerra entre a Razão pura, cristalina e a emoção do universo feminino das queridas mães do bairro Araçá e por extensão as mães de Aurora como um todo.

A refrega continuou, até quando os racionalistas cansados de ouvir tanta cantilena emotiva por parte das mães aurorenses, desabafaram em alto e bom tom: - Esta criança deveria ser abortada, mas dada a teimosia de vocês não mais que 05 anos ela será vitimada pela desnutrição o morrerá a míngua, isto servirá de lição para todas vocês em tentar lutar por uma vida que nós sabemos que é uma sobrevida para a morte.

Foi feita uma corrente forte e coesa das mães de Aurora para amamentar a criança, as pioneiras foram às mães do bairro Araçá, que mobilizaram toda zona rural, num verdadeiro arrastão digno do heroísmo e a bravura da mulher aurorense.

Assim, com o leite doado pelas heroínas do universo feminino de Aurora, o rebento – Educandário Monsenhor Vicente Bezerra foi criado e alimentado, nutrido e amado pelas mãos carinhosas das mães do querido bairro do Araçá.

A Criança hoje tem 85 anos, mas continua sob o manto protetor do universo feminino, uma luz a brilhar no horizonte da educação no cariri cearense, não por acaso, o dia das mães comemoração da luta incansável destas heroínas – o pátio interno da Escola Monsenhor Vicente Bezerra sempre foi, é, e será a maior concentração de mulheres aurorenses neste dia que representa a vitoria de todas as mulheres de Aurora.

(*) Professor da Escola e Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora –CE. CEP: 63.360.000. TEL: (88) 35433903. Email do autor: falcaodouradoarte@gmail.com