terça-feira, 1 de abril de 2014

LUNETA LUNA -UMA OBRA DE FICÇÃO.

DE PRETO PURO FRANCISCA PIZIANNY MARINHO FALCÃO. NOME DE FICÇÃO.


LUNETA LUNA – UMA OBRA DE FICÇÃO.

Esta obra artística literária é de ficção, pura ficção , qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.


NARRADOR:  Aproximadamente na segunda metade do século XVIII,  no navio Lorde  Brasileiro, desembarcam em Fortaleza-Ce os irmãos:Marcos Marinho Falcão, João Marinho Falcão, Manoel Marinho Falcão, André Marinho Falcão e a caçulinha Cândida Marinho Falcão fugitivos de um perseguição tenaz na Itália, onde perderam os pais e os demais parentes. Com as economias que  conseguiram trazer compraram uma pequena propriedade no bairro “Eusébio” de Fortaleza, e logo conseguiram se adaptar as novas terras e retirar     o sustento da família na pequena, mas  produtiva chácara cearense.  A produção da chácara, o desenvolvimento do capital, a demanda pelos produtos, e o comercio que ali se instalou, fomentou a discórdia na divisão do lucro, gerando uma cisão no meio familiar culminando com a compra da propriedade pelos irmãos Marcos Marinho Falcão e João Marinho Falcão.

REDATOR  Com a venda da propriedade, os  demais irmãos vendedores migraram para o Cariri - fazenda Canabrava município de  Missão velha - constituindo uma segunda colônia familiar no permeio entre as cidades de  Aurora e Crato no interior do Ceará; Fortaleza, portanto, ficou sendo a pioneira.

v  DISPERSÃO Manoel Marinho Falcão e Cândida Marinho Falcão provaram da diáspora familiar com uma intensidade forte, haja visto, que no Crato uma discussão com um  mestre musical, em uma das aulas ministradas, por força de uma situação emocional descontrolada, Manoel  comete um  crime e foge para a Paraíba, O assassino do maestro cumpre sua pena, mas constitui uma colônia familiar em João Pessoa – PB embora tenha cortado a ligação com as demais colônias familiares.

PRECEDENTES.1, Antes da DISPERSÃOv, Cândida Marinho Falcão ainda no Cariri, se envolve emocionalmente com um preto, ajudante de  Manoel  Marinho Falcão, engravida deste, ao tempo em que com o apoio de Manoel casam e logo em seguida, o preto aparece morto no meio do mato a tiros de espingarda. Com o nascimento da filha, Cândida, Viúva jovem foge de casa e consegue a duras penas  chegar ao Rio de Janeiro onde  constitui uma nova colônia familiar, mas  teve o cuidado de cortar a ligação familiar com as demais colônias familiares.

PRECEDENTES.2 após  DISPERSÃOv Marcos Marinho Falcão em desacordo com          João Marinho Falcão, migra para o  Estado do maranhão e de forma secreta forma mais uma colônia familiar naquele Estado e prossegue finalmente para a Amazônia, vivendo no anonimato até o desenlace biológico.

REDATOR Cândida Marinho Falcão, viúva, a custo de muito sofrimento, consegue criar a sua filha Francisca  Pizianny Marinho Falcão, segundo nome da criança, visto que ao regresso da guerra do Paraguai, não ao final da Guerra mais em tempos após,  o Capitão Lucio  Prochar  Pizianny, por força de um amor inexplicável resolve assumir um romance com Cândida e ao tempo em que adota  Francisca como sua filha legítima, que por sorte sua adquire a cidadania brasileira e italiana.

NARRADOR: Dado aos conhecimento militares e a rotina de um militar que honra a sua missão na plenitude maior, o capitão, com a força de seu idealismo funda uma  espécie de  sindicato dos ex-combatentes da guerra do Paraguai, uma espécie de direita extremada, com regulamento, estatuto, sede, mas devido a xenofobia, e o nacionalismo exagerado, defensoria intransigente do padroado o Coronel no  final do ano 1889 é exilado para a  o seu país de origem, Itália, e juntamente com Cândida vivem  até o final da vida na sua cidade natal  na Itália.

PRECEDENTES.3. “Desfeito este” sindicato”, e ao saber o destino incerto e inseguro da garota que contava com aproximadamente 13 anos os pais resolveram deixá-la num mosteiro seguro sobre a responsabilidade de monges Beneditinos, enquanto a sua situação se organizava a nível de legalidade institucional familiar. Mas infeliz mente a Europa vivia um clima de muita insegurança por conta dos preliminares da falta de estabilização social que culminaria  com a primeira guerra mundial.    


v DISPERSÃO, sob pseudônimo a garota começou a escrever artigos, para a Revista Eclesiástica Brasileira, de um primor  e uma consistência tão apurada que chamou a atenção dos monges e  da redação de muitos estandartes religiosos, a ponto de  criar uma curiosidade por parte da sociedade fluminense de conhecer o autor de tão brilhantes artigos, foi ai que Pizziany foi convidada a  participar de um jornal que estava nascendo no Rio, inicialmente como secretária do Sr Lineu Marinho, homem idealista , íntegro, de ascendência árabe, de uma religiosidade impar, fervoroso na fé católica a ponto de manter uma linha semanal de diálogo com os monges beneditinos, sendo inclusive amigo pessoal do Abade geral do  Mosteiro de  são Bento Rio de Janeiro, Dom Gerardo Von Caloen, e Alceu Amoroso Lima Tristão de Athayde e de outros religiosos de grande conhecimento na imprensa nacional como  D. Estevão Bitencurt e  mais tarde o intelectual paraibano Assis Chatoubriant e. Dom Joaquim Grangeiro de Luna, que  confiou a formação do seu parente Antonio Baptista de Luna, aos descendentes do grande mestre Lineu.

PRECEDENTES.4  por que estes fatos foram  tungados da mídia nacional que crescia e se desenvolvia com a força e a unidade de uma imprensa altiva  forte e combativa, ao tempo em que a elite intelectual, a polca, a valsa o carnaval, e a unidade nacional dava os primeiro passos a nível cultural com a semana de arte moderna.
 

NARRADOR,ora, Lizianny tinha dois nomes, dois pais, duas nacionalidades, uma guerra mundial em cima, um mosteiro, um potencial jornalístico incrível, uns pais idealistas e imprevisíveis, uma biografia social tortuosa, dois mundos o mundo de origem pobre, de infância miserável e o mundo que se formava  nos clubes fluminenses e paulistas  como condutora anônima de uma identidade e unidade cultural que nascia e na grande oportunidade de escrever uma nova  história para aquele grande homem que lhe acolheu com esposa, Lineu Marinho, que era avesso  a qualquer tipo de  revolução cultural, sisudo, de principio rígidos do tipo casa trabalho, igreja, detestava conviver de forma pública, sempre estava protegido por uma sala, só admitia reuniões  com devida audiência marcada, tinha uma agenda rígida, um rito de vida duro, sistemático, ortodoxo, ,  e exigente consigo mesmo a ponto de que quando foi sondado para trabalhar  no jornal Le Figaro na França por um emissário daquele matutino assim respondeu “ “meu caro emissário da França eu serei  um ponto iluminado ou apagado pelo gerador dos senhores, aqui não, é diferente eu farei o meu próprio gerador para iluminar o meu universo, o universo do meu coração a unidade brasileira, a cultura brasileira, o sonho do brasileiro, sendo ou não realizado, o meu sonho continua forte.” Muito obrigado pelo convite. Talvez não tenha vivido o bastante para ver o seu sonho realizado, mas graças ao filho, criado com a mesma tenacidade, determinação realiza o sonho do pai, cria a industria do sonho, o universo paralelo, enfim, é uma realidade

PRECEDENTES 5. Porque Lineu Tinha este sonho, este idealismo, essa determinação, essa penitencia exagerada, essa luta, essa luta pela luta, acredito que se estivesse no meio do deserto , ainda assim teria  realizado o seu sonho, mesmo após o desenlace  biológico, como pode existir tanta garra e determinação em ser o primeiro, o desbravador da comunicação no Brasil, a ponto de ser amigo do Assis Chatobriant, um homem que respirava e vivia a megalomania, a vaidade, o prazer carnal, o verniz da elite,  o gosto pelo gastar, o gosto pela  bebida, pelo conforto das elites, mas não, sua grande luta era a dúvida de ser aceito pela Academia Brasileira de Letras, sonho realizado pelo filho, mas o queria Lineu ?

ENTREVISTA COM O SR. LINEU MARINHO FALCAO.

Reconhecimento:
“Daqui a mil anos todos o livros escritos para mim serão a sombra do nada “ poder “O poder é bom para ser usado  quando se tem objetivos claros e projetos de crescimento para a sociedade brasileira”  Piano “ não existe maestro treinado para dar aulas para  que tem 11 dedos” arte “ a arte quebra o tempo e o espaço”  Família “os meus descendentes viverão outras realidades” luta “sem luta ninguém  agüenta o peso da existência”. Mulheres “ todas as mulheres amam a vaidade’”  talento “só existe talento se existir uma luz, ninguém é artista de si mesmo”  fé “ a fé é o sacrifício que se faz para abordar o desconhecido” a pobreza, “não existe pobreza para quem ama o ideal”, a violência  “ é o preço que se paga para conviver com o outro da mesma espécie” lealdade “não existe lealdade sem compromisso”  o seu trabalho” eu não tenho problema de ego” escrevo pra a edificação social. O seu sonho “ criar a unidade  nacional, risos se pudesse a internacional também.

NARRADOR:Se daqui a mil anos nada do que o senhor construiu já não existe mais, então porque construir hoje a certeza da sombra do nada daqui a mil anos ?” - somente por uma coisa.  Que coisa   Dr Lineu?, não me chame de Dr?
Que coisa senhor Lineu – a vaidade espiritual – Vaidade espiritual!, o que e isto ? - é a certeza de que meu bitetraneto jamais mendigará um pedaço de pão pelas ruas, o senhor trabalha pelo pão ? “ nem só do pó vive o homem” que outro benefício tem  essa  vaidade espiritual ? - a certeza de que não sou uma cópia, e nunca estou sozinho, - como assim  senhor Lineu ?  - a sociedade é um carrossel gigante, qualquer problema no carrossel todos sofrem eu acho melhor observar o carrossel longe o suficiente para não esta sentado nele, mas perto o suficiente para acompanhá-lo pacientemente - e se o carrossel quebrar - estarei lá, e digo mais farei de tudo pra consertá-lo e - se o dono do parque lhe expulsar ?, - com certeza eu só estarei no meu posto se for sócio do dono. Risos, ou mesmo o dono. O que é Rio de janeiro para o senhor - o meu pequeno laboratório - e o Brasil a minha vida e, o mundo uma grande ilusão. E O livro ? Cada Autor tem sua  versão pois a verdade é sempre filtrada pela emoção do escritor. E os seus parentes pobres ? Pobres de que ? - materiais, - De que adianta ser pobre material se são ricos espirituais ?, E essa riqueza espiritual serve para que ? Serve para  que quando for publicado um artigo falando que um parente meu foi monge por que foi abandonado por uma moça rica ele  responder que a moça também é monja e morrerá monja. A riqueza material ficou pra trás. Eu vou enviar este trabalho para sua empresa de comunicação,-  vai cobrar quanto,- nada, - os direitos autorais  é de quem, - da empresa de comunicação que o senhor idealizou,- você está querendo fama ?, -não pois daqui a 100 anos este trabalho será á sombra do nada, - pensa em retribuição -não, -pensa que o trabalho vai ser divulgado,- não- e ser for divulgado faz questão que apareça o seu nome, -não, pretende receber alguma vantagem financeira -não, tem problema de ego- não, pois isto se chama vaidade espiritual. É por isso que nós não somos parentes, nem conhecidos pode enviar pra os meus descendentes, obrigado por tudo.

Luiz Domingos de Luna
Redator.

sábado, 29 de março de 2014

PRIMEIRA DISCUSSÃO SOBRE O LIVRO E O PIANO.

FAMILIA LUNA, 1948-AURORA(CE). ROUPA PRETA RIO DE JANEIRO,RJ

FAMÍLIALUNA,1948 AURORA(CE), BOINA, RIO DE JANEIRO.RJ
PRIMEIRA DISCUSSÃO SOBRE O LIVRO E O PIANO.

Estou enviando a primeira discussão sobre o Livro e o Piano é um trabalho que teve início ainda nos meus verdes anos, com apoio e incentivo de padre Francisco de Luna Tavares, comecei com o objetivo central de escrever a Árvore Genealógica da Família Luna, mas logo no início da pesquisa verifiquei que era impossível escrever a árvore sem a colagem das Famílias {Marinho Falcão}, prossegui, embora já fosse conhecedor de que  O Prior do Mosteiro de São Bento Rio de Janeiro, Dom Joaquim Grangeiro de Luna, já havia feito este trabalho, sempre quis tê-lo, na verdade o meu grande sonho era ter este livro em minhas mãos, pedi a parentes que quando da visita ao referido Mosteiro me trouxesse um exemplar do livro. Realmente recebi alguns livros escritos pelo Monge, mas infelizmente O livro Epistolas Secretas a Família Luna, não consegui. 

Mantive contato com o mosteiro, mas em resposta o Monge D. João Evangelista, afirmou  que para isto teria que ir ao mosteiro e filmar o material, visto que era uma norma internacional dos museus e que a mesma era seguida rigorosamente pelo mosteiro.

Diante do impedimento financeiro da minha parte e com o surgimento da Internet em Aurora resolvi fazer solicitações  aos {Marinho Falcão} do Rio de Janeiro e dirigi muitos e-mail para os Lunas do Rio na expectativa de uma possibilidade remota de chegar ao conhecimento por parte dos{ MarinhoFalcão}, e assim, conseguir aprimorar melhor a árvore, tinha conhecimento prévio da dificuldade, vez que  o  jornalista  é  um homem muito ocupado e eu não tinha o endereço eletrônico específico dele.

Quando de repente soube pela televisão do falecimento  do Jornalista, como admirador e consciente de que a ausência de respostas recaia pelo fato de um impedimento de ligação física entre a solicitação feita por mim e o recebimento por parte  do jornalista resolvi com a mesma determinação enviar uma nota póstuma intitulada: A Luz Apagou! Em homenagem  a partida do grande e querido mestre, na mensagem foi abordado parcialmente o assunto solicitado de forma inclusa e muito resumido. Confesso aos senhores que pensei, - se não vier nenhuma resposta eu desistirei de escrever a árvore, pois é um sinal  de que não é a vontade de Deus -, por incrível que pareça recebi resposta no email, onde fazia um breve comentário em nome da Família Luna em agradecimentos a minha pessoa pela nota enviada.

Munido deste sinal continuei meus trabalhos de campo e passei a enviar  o crescimento da árvore em todas a suas etapas, é claro que  tudo foi muito rudimentar, pois não tenho condições de fazer um trabalho lapidar dada as minhas limitações financeiras, mas graças a Deus  o pessoal entrevistado sempre me dava força e algumas informações, poucas é claro, mais de muita utilidade. 

Depois de uma reflexão profunda, conclui que tudo estava errado de minha parte, pois eu queria fazer o caminho e na verdade com esta determinação eu entendi que o caminho é que devia ser feito para mim, o processo seria inverso; com esta descoberta fiquei muito feliz, nem me preocupei mais....

O Livro: O Prior  do Mosteiro de São Bento –Rio de Janeiro-Rj- Dom Joaquim Grangeiro de Luna.

O Piano:O Som das notas musicais, quando em partitura,  a nota sobre  o falecimento do Monge Salustiano Grangeiro de Luna aos 22 de novembro,1969, bem como o som de minha nota quando do falecimento do Jornalista.
Luiz Domingos de Luna
Redator.

sexta-feira, 28 de março de 2014

AURORA - UM ROTEIRO DECENTE. ( 01)

FOTO:IGREJA ERIGIDA POR BENEDITO JOSÉ DOS SANTOS

SINO COM BRASÃO DOAÇÃO A CAPELA DE  SÃO BENETIDO.
AURORA-UM ROTEIRO DECENTE.(01)

“Pelos meados de 1872,recebeu a cidade do Crato os primeiros missionários lazaristas vindos da Capital do Estado por ordem do Exmo. Sr. D.Luiz Antonio dos Santos, primeiro Bispo do Ceará.

Ao aportarem as nossas plagas, os dois sacerdotes Padre Guilherme e padre Antonio, ambos da Congregação dos operosos filhos de São Vicente de Paulo, foram bem acolhidos pelo povo,e, sem perda de tempo,começaram a pregar a palavra de Deus”

Segundo o Redator, data desta época a nomeação de Benedito José do Santos como representante da Ordem Santa Cruz-Penitentes- Santa Igreja de Roma- Forania do cariri cearense- Titulalo: Decurião Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz, na pequena vila da Fazenda logradouro na Terra do Menino Deus.

Dada a capilaridade da Ordem Santa Cruz no Brasil, a oralidade perdida, chegou aos ouvidos dos irmãos da Capital do Brasil- Rio de Janeiro- Rj, assim, com a coesão forte, determinada, betumada no fluido dos ensinamentos da Ordem e no respeito pleno a regra Bulada e na passagem da palavra de forma costumeira,sem nenhum registro para o século, fica o Mestre Benedito desprovido de um ponto de Alertai para  centenas de Jovens aurorense que de fato e de direito doaram seu sangue  para imprimir a marca da Ordem Santa Cruz na Primeira vila do Cariri cearense com sede própria da Capela de São Benedito a margem esquerda do Rio Salgado,sede da liturgia, do Miseré,  da autoflagelação, do  rosário cantado,  da ladainha em latim, do altar ambulante ( central) e do circulo d água. 

Com os paramentos vindos do Rio de Janeiro,bem como O Sino com o Brasão, O Busto do Senhor, a imagem de Nossa senhora dos remédios, a linda imagem de São Vicente de Paulo,Os Quadros Pintado a óleo   do Imperador, da imperatriz e  com o montante de  esmolas, vindo dos irmãos da fé da terra de São Sebastião, houve uma aliança  forte entre os irmãos da fé destes dois pedacinhos de Chão-Terra do Menino Deus e Terra de São Sebastião. 

Como grandeza temporal esta aliança gerou o Primeiro Templo Religioso da pequena vila da fazenda logradouro- Igreja de São Benedito à margem esquerda do Rio Salgado no curso  natural do nascedouro na  vila Real do Crato na chapada do Araripe.

A Intromissão da linguagem laica, no nosso campo de encontro forânico- nominado-Auto de Canudos- no Sitio Carro quebrado, onde cada altar representa o local individual de Cada Decurião Mestre, presente na oralidade perdida, dá possibilidade para o surgimento da fantasiosa estória do Famoso Cemitério da Bailarina no Sítio Carro Quebrado,Aurora (CE);o que não causa nenhum prejuízo para nós integrantes da Ordem Santa Cruz, embora fique um vazio para a linguagem laica, pois como explicar de forma decente a quebra da panelinha da ordem,que por questões internas entre Massilon Leite, Lampião e Isaias Aruda, com a malfada invasão, não tira para a  história da Ordem, o brilho, pois, a inclusão da Ordem se trata em um obcecado desejo do apaixonado Massilon Leite por uma aurorense que residia em Mossoró,claro que os familiares do noivo da nubente,mobilizara toda  cidade para afastar os bandoleiros do cariri. 

Os que tiveram sucesso pleno, o que foi bom para todos nós,  mas perdemos, por causa disto  a maior Relíquia da Ordem Santa Cruz  no Município de Aurora, e o pior ficamos sem a prova real, o Selo de reconhecimento nosso foi totalmente esfarelado,virou pó ,cinza e nada.-Que símbolo  é este ? A panelinha  do encontro forânico.Quem se habilita em procurar ? Nós da Ordem não destruímos provas nem escrevemos roteiros, salvo quando o tempo precisa de nós.

Luiz Domingos de Luna
Redator.
Aurora- CE;28 de março,2014.

quinta-feira, 27 de março de 2014

AURORA A CIDADE DAS PROVAS SEM ROTEIRO.

FOTO: SINO COM O BRASÃO  DO IMPÉRIO.

IGREJA SÃO BENEDITO  COM FRENTE PARA O OESTE.

IGREJA MATRIZ COM FRENTE PARA O LESTE.

PONTE DE AURORA -UMA OBRA SEM HISTÓRIA.
AURORA A CIDADE DAS PROVAS SEM ROTEIRO.

Qualquer pesquisador sério que quiser estudar a história da Cidade de Aurora  na região do Cariri cearense verá que   o município foi todo planejado para ser um acervo de provas sem roteiro,pois senão vejamos:

A Igreja Matriz de Aurora fica em frente ao Rio Salgado, com direção leste, assim o crescimento da urbe  deveria ser no sentido leste,mas como? Pois os fiéis do leste teriam que atravessar a nado o Rio Salgado que era totalmente perene até fins do século XIX.

A Igreja de São Benedito localizada no Bairro São Benedito foi erigida pelo Sr.Benedito José dos Santos a margem do Salgado com direção oeste,assim os fiéis deveriam  vir da região oeste ,portanto não precisavam cruzar o Rio Salgado, pois tinha projeção de crescimento futuro para o oeste- e o que aconteceu? A igreja foi destruída.

Pelo que consta e as provas existem, O sino com o Brasão, o Busto do Senhor,a imagem de N.Senhora dos Remédios, os quadros Pintados a óleo do Imperador e da Imperatriz,bem como as alfaias e muitos materiais  eclesiásticos vieram para Aurora(CE); ainda no século XIX, com saída da capital  do Pais – Rio de Janeiro- Mas como ?Alguém pode argumentar,ora se não existia carros, estradas,avião e a cidade não é costeira só pode ter sido  em lombos de animais, porém uma analise mais acurada se vê que todo este material está intacto até os dias atuais, sem nenhum arranhão, a viagem não prejudicou  nada,em veredas, subidas e descidas, serras foram cruzadas, animais trocados para fazer o percurso relativamente longo, precisa de muita imaginação para se criar um roteiro Plausível.

O Cemitério da Bailarina  situada no Sitio Carro Quebrado, localizado num local   de difícil acesso- como tinha já Carro? E como este carro Quebrou ?Sim, mas centenas de coléricos foram sepultados às pressas na Epidemia da Cólera em Aurora,sim, mas somente existem 12 pretensos túmulos,e os demais foram sepultados Onde ? E se são túmulos cadê as provas,restos mortais, cruz de identificação, e porque o tempo não destruiu os altares feito de piche, mas para ser piche  precisa ter asfalto,então já existia asfalto naquela época, assim falta O roteiro das provas.

A Ponte de Aurora,a maior obra  da cidade,pois  liga Aurora ao Mundo ela existe de fato e de direito,mas falta a história da construção  desta valiosíssima obra de valor incalculável para o crescimento e progresso da Terra do Menino Deus.
Luiz Domingos de Luna Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra-Aurora –Ceará. Email: falcaodouradoarte@hotmail.com

 

quarta-feira, 26 de março de 2014

HISTÓRICO DA BUSCA DO LIVRO: EPÍSTOLAS SECRETAS A FAMÍLIA LUNA.

FOTO: DOM JOAQUIM GRANGEIRO DE LUNA.

FOTO: APARECIDA PINTO LUNA.


HISTÓRICO DA BUSCA DO LIVRO: EPÍSTOLAS SECRETAS A FAMÍLIA LUNA.

Caro Sr Luiz Domingos de Luna: Em primeiro lugar obrigado pelo seu  e-mail, para nós aqui do  Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro é sempre uma grande honra travarmos contato com um descendente de um dos mais saudosos e importantes Monges que esta casa Religiosa teve até hoje, o nosso Grande DOM JOAQUIM GRANGEIRO DE LUNA.

O meu abade Dom Roberto Lopes já anteriormente recebeu um e-mail seu e mandou-me responde-lo. Mas... me perdoe a demora em  responder. Inicialmente devo lhe informar que seguindo as normas internacionais da arquivologia, o nosso Arquivo do Mosteiro de São Bento que é o local onde fica guardada a documentação dos monges, não fornece nenhum tipo de cópia de qualquer um dos seus documentos,mas permitimos que o público em geral consulte o nosso Arquivo mediante algumas exigências mínimas e indispensáveis, que são o comparecimento pessoal do pesquisador ( ou do  seu representante) e o preenchimento de uma pequena ficha na qual deve o pesquisados além de se identificar declarar também para que  finalidade se destina a sua pesquisa,assim, lamentamos, mas sem o seu comparecimento pessoal não podemos fornecer nenhuma informação de D. Joaquim Grangeiro de Luna, por e-mail, correio ou telefone.
Fique com Deus
D. João Evangelista OSB
Arquivista do  Mosteiro
Tel (21)2291-7122

OS FATOS:

Como eu um mestre de Ordem, da Ordem Santa Cruz-Penitentes- Santa Igreja de Roma, forania do cariri cearense conseguiria recursos para fazer uma viagem ao Rio de Janeiro- Rj, para conseguir um exemplar do Livro, fazer uma viagem desta natureza para mim seria como ir a lua, pois senão vejamos: O meu coração tem um problema de aceleração natural, e,se não cuidar ele acelera até o óbito, para que o coração bata normalmente (sístole e diástole) eu tenho que andar diariamente 12 Km, sempre desacelerando nas descidas e acelerando nas subidas, é como se fosse um controle Manual, como eu faria isto no Rio de Janeiro na hora do alertai cardíaco ? Considerando que a viagem fosse patrocinada de avião,ai é que o problema aumentaria pois a arritmia cardíaca com certeza aumentaria, pois o medo iria acionar o aceleramento de forma plena e,em questão de minutos eu compraria o meu atestado de óbito,pois a força gravitacional iria burlar o tempo entre a Sístole e a diástole,e, assim o meu fim materializado seria algo real, lógico , visível e pleno.

O QUE FAZER ?

Sendo conhecedor de que a minha prima legitima Aparecida Pinto Luna Mora no Rio de janeiro-RJ, assim depois de vários e-mails  fiz a nomeação para a minha prima me representar junto a Abadia de Nossa Senhora do Monte Serrate no Rio de Janeiro,vez gozar de minha total confiança.
Tudo ficou acertado, tanto da parte de minha prima Aparecida Pinto Luna, quando do Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro.

DAS PROVAÇÕES

Da  primeira excursão ao mosteiro com já tudo combinado de véspera temporal  foi um verdadeiro show de beleza minha Prima Aparecida Pinto Luna ficou deslumbrada com tanta beleza do Mosteiro, as celas, a biblioteca,a igreja lateral, as naves,a abóboda, a lápide...Enfim tudo,mas o tempo do livro foi tangado pela beleza interna externa daquela casa multissecular da Ordem Benetidina no Brasil.

Da segunda excursão a minha prima foi convidada a pisar no solo santo do Mosteiro e quando seu deu conta estava pisando na lápide de D. Joaquim Grangeiro de Luna com os dizeres “nunca mandei alguém fazer algo que eu já não tivesse feito antes” a prima mais uma vez ficou deslumbrada e lembrou de tudo- o livro ficou para outra oportunidade.

Da Terceira  excursão  a Fundação Roberto Marinho que tem o Compromisso de Zelar para com o bem estar pleno do Patrimônio Histórico,  Cultural, artístico, religioso,literário do Brasil, como sempre estava engajada na restauração desta Relíquia Religiosa do Brasil –Abadia de Nossa Senhora do Monte Serrate, assim os livros do Mosteiro estavam empacotados e  colocados em local de não acesso ao público.

CONCLUSÃO:

A Minha procuradora Aparecida Pinto Luna não conseguiu  enviar o Livro Epistolas Secretas a Familia Luna para o seu  Primo Legítimo Luiz Domingos de Luna na cidade de Aurora no Estado do Ceará,porém que fique bem claro  a minha prima Aparecida Pinto de Luna fez de tudo para conseguir o livro:Epistolas Secretas a Família Luna porém as circunstâncias é  que não foram aptas.

Dou fé,

Aurora;26 de Março,2014.

Luiz Domingos de Luna
Redator.

terça-feira, 18 de março de 2014

O MONGE E O JORNALISTA - PARTE I

FAMÍLIA LUNA EM AURORA CEARÁ, ANO 1948.


 O MONGE E O JORNALISTA - PARTE I

A ENERGIA  ESPIRITUAL DO MONGE SALUSTIANO GRANGEIRO DE LUNA.

Qual a fonte geradora de energia motriz? Para um jovem caipira, pobre, do interior cearense, travar uma luta ferrenha na cidade de Barbalha, Ceará; na busca por uma estabilidade econômica e quando percorre todas a formas de provação material, sacrifícios, luta diária e finalmente consegue formar a tão almejada base econômica,  para   ter uma vida decente ,conforme  o  desejo de qualquer  jovem que aspira por uma vida independente, e quando consegue o objetivo desejado, larga tudo para viver  em um mosteiro Beneditino, enclausurado, numa preparação espiritual contínua, submetido as regras duras, ritos rígidos, sob as mais difíceis provações continuadas, numa mortificação diária e constante, na certeza plena de que aquele caminho é somente  de dor, e de purgação corporal e, mesmo assim, definir  uma seta existencial com uma trajetória sempre para o alvo, um alvo que é algo  próximo e distante, a ponto de  passar uma vida inteira , ou seja  67 no Mosteiro de São Bento no de Janeiro numa vida  enclausurada,  totalmente estranha às raízes familiares e imerso no convívio diário, e de rotinas constante com os alemães, quando este, ainda  nem sequer tinha uma instrução básica e um conhecimento eficaz sobre a língua portuguesa, pois aquela época o vício lingüístico, de uma cultura atrasada, de uma linguagem pobre e  rica de imperfeições lingüísticas característico deste meio atrasado do  interior cearense, dentro deste contexto, conviver com os alemães que com certeza deram continuidade a forma monástica da Europa, que aquela época  era  um continuidade de princípios  de relações humanas totalmente desenvolvido, início do século XX sob a conduta moral religiosa européia, já devidamente instalada no velho continente,

A CULTURA LITERÁRIA DA ÉPOCA

O Brasil ainda procurava formar a unidade social, vez que, a maioria da população vivia na zona rural, onde a estrutura social tinha sido tecida no trabalho escravista e os costumes no contexto rural ainda eram baseados em uma agricultura escravocrata e uma indústria que ainda pensava em dar os primeiros passos e o princípio ativo da civilização que é o respeito às diferenças culturais, religiosas, econômicas, sociais e individuais parecia ser algo muito distante, pois basta verificar a Semana de Arte Moderna que aconteceu no centro mais desenvolvido do Brasil nos dia 13,15 e 17 de fevereiro 1922, no teatro municipal de São Paulo, embora bem mais tarde, já se faz notar a rejeição Social por parte de boa parcela da elite intelectualizada do país, para com a arte nova, a literatura nova, a linguagem nova e por que não dizer a cultura nova no meio acadêmico, pois parte da elite intelectual que tinha absorvido a seiva renovadora da nova arte Européia, quando tenta, apresentar a liberdade, na arte de interpretar a existência, seja através da literatura, da poesia, da música, e da pintura foi praticamente linchada pelos donos de uma cultura artística, raquítica, mofada viciada nos padrões da mesmice, das paixões impossíveis, do sabor eterno dos romances repetidos, a bem da verdade, até a Semana de Arte Moderna, a Brasil vivia o mesmo, a mesma fórmula artística cultural, sempre endeusada pelos grandes figurões da época, que somente sabiam transcrever uma fórmula já decaída e não usada nos grandes centros de civilização mundial,  que já enveredavam pela liberdade como  o grande mastro  para a libertação do homem e das masmorras das convenções sociais  obsoletas,  atrasadas, baseada em mitos, em doutrina aprisionadoras,  gaiolas de ouro,   limites com limites bem precisos, a argola do escravo estava presente na mente do senhor  de engenho e por extensão a toda uma significativa parcela da  elite intelectual conservadora como um todo; basta ver que ao lançamento de cada manifesto futurista lançado na Semana de Arte Moderna , era automaticamente pichado e maculado por uma chuva de conservadores togados,  os dono do saber  que se seguraram até o final para não perderem as suas regalias, ou abrir as comportas do eu para compreender as inovações tão urgentes,    uma realidade consolidada nos paises desenvolvidos, e aos renovadores, -O sofrimento  -Que sofrimento! Ter  a fórmula do novo, do usável no mundo civilizado, mas ter de negociar com estes coronéis donos da literatura,da arte, da cultura e da pintura brasileira que não passavam de um primitivismo rústico, salvo poucas exceções, tudo representado pelo parnasianismo decadente ou as paixões proibidas das fórmulas ultrapassadas do romantismo.

Entendo, portanto, que se não fossem as determinações tenazes, corajosas, destes intelectuais renovadores, iluministas brasileiros, determinados, seguros, somados ao apoio de uma burguesia nascente, mas desprendida, que não mediu esforço para financiar, apoiar, afiançar o processo cultural renovador que nascia de forma pioneira em São Paulo; nós ainda estaríamos lendo e relendo os romances clonados dessa impossibilidade amorosa e chorosa do final do século XIX, pois não é a toa que o brasileiro é tão saudosista com relação a estes romances.

Acredito que nesta pequena exposição foi demonstrada que o processo cultural não é algo sempre benéfico para a sociedade como um todo, pois está grafado em nossas mentes, é preciso ter força para eliminar ou reciclar o subproduto neste país, e abrir  novas comportas para um mundo civilizado, pois ao meu ver, a cola cultural que une a sociedade brasileira precisa ser repensada, pois a ativação desta pequena, mas influente gororoba no seio da sociedade brasileira, tem sido ao meu ver, a grande responsável pela onda de desagregação social, pela onda da violência, do medo e temor de se viver harmonicamente em sociedade; pois dá a impressão de que tudo é perigo, tudo é treva, tudo e violência pura, até quando isto vai perdurar? Que razão é esta? A razão do homem como o lobo de si mesmo? 

Trabalho em elaboração pelo professor Luiz Domingos de Luna sobre a vida dos primos monges ( Ana Grangeiro  Chaves e Salustiano Grangeiro de Luna )Email: falcaodouradoarte@hotmail.com