sábado, 10 de julho de 2010

Embaixadas do Cariri

Embaixadas do Cariri - Luiz Domingos de Luna*

O que caracteriza o povo caririense é justamente a tenacidade, a superação de desafios, a busca de horizontes promissores, assim, na rolagem do tempo, a presença do caririense é uma constante nos mais diversos espaços geográficos; principalmente nas grandes cidades, metrópoles, inclusive, a representatividade do tecido sociólogo das cidades do cariri, nos grandes centros urbanos, é algo que poderia ser norteado para o bem estar das cidades mães, a união, a formação de associações representativas das cidades de origem, é sempre uma vertente positiva, pois o elo entre os grandes centros e o cariri na construção de uma ponte interativa, séria e comprometida com a base, é fonte de problematização, questionamento, foco de luz e civilidade.
A internet é uma ferramenta que pode ser muito útil na consolidação destes blocos com visão as origens, pois o egresso, não deve ser visto como um “exilado”, ou viver numa reminiscência eterna, vez que a força interativa, constante e coesa, via mundo on-line é um portal a viver dentro de espaços a referenciais diferenciados, porém, sempre à luz da cola sociológica do passado congelado às atualizações do presente e com a visão de futuro assegurada a unicidade dos participantes deste processo social globalizado acessível a todos.
Urge assim, que cada embaixada, tenha o seu próprio estatuto, objetivos bem claros, determinados e concisos, sendo que, a visão de futuro promissor, o facho da civilidade, do progresso, da harmonia, sejam premissas para o norteamento da qualificação do quadro social, pois a liga epistemológica contida neste canal é corrente de luz e vida para todos que estiverem compartilhando com este processo, que é sempre foco de entrelaçamento das “forças vivas pulsativas” em uma sociedade que almeja com o futuro, onde o progresso, a harmonia de convívio social, fonte, pois, assim, todos de fato e direito, possam ter a possibilidade de ser felizes de forma plena e pluralizada.(*) Professor – Aurora - Ceará
Postado por Dihelson Mendonça às 04:24
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Morte do Rio Salgado - Por Luiz Domingos de Luna*-

É urgente uma política de conscientização sobre a importância da relação entre o homem e seu espaço geográfico, pois, o nível de harmonia entre os seres vivos e o meio ambiente é condição básica para a continuidade da vida no planeta. Este artigo é um sinal de alerta para que as autoridades, as instituições e a sociedade como um todo possam refletir que o progresso, a ocupação humana de forma desordenada e, a interatividade social, sem uma preocupação com o meio ambiente, sem uma política consistente de avaliação sobre os ecossistemas, e, principalmente, sobre a agressão gratuita ao Rio Salgado pode se converter numa situação irreversível e danosa a toda a população da região do Cariri; com implicações devastadoras para todo o sul do Estado do Ceará, Os Impactos ambientais causados pela violência com o Rio Salgado, já são visivelmente sentidos pela diminuição e, até mesmo, extinção da fauna fluvial e da flora ciliar, pois, ao primeiro contato com os habitantes mais antigos que viveram toda sua vida ao lado do leito do rio, se observa um clima de saudosismo, tristeza, onde enumeram inúmeras espécies de peixes, aves e vegetação que já não existem e, muitas vezes, são raros os exemplares que até bem pouco tempo existiam em abundância. O Rio Salgado é uma prova viva da rapidez de destruição deste ecossistema, tão importante e vital para a nossa região. As recentes enchentes, onde centenas de casas, pontes e barragens, foram destruídas pelo Rio Salgado (janeiro/fevereiro, 2008) é uma reação violenta da natureza, quando esta, é agredida, gratuitamente, sem nenhum planejamento, sem nenhum estudo científico prévio, e, quando é tratada sem seriedade pelo homem. Enquanto a água está sendo reconhecida mundialmente como o bem mais precioso do século, o Rio Salgado está morrendo, pois os dejetos e resíduos domésticos, industriais, hospitalares e públicos estão sendo despejados no rio que corta os municípios de Crato-Ce, Juazeiro do Norte-Ce, Barbalha, Brejo Santo, Missão Velha, Milagres, Caririaçu, Aurora, Lavras da Mangabeira, Cedro e Icó desembocando no Rio Jaguaribe abaixo do açude Orós, {após a ponte de Piquet Carneiro} ao longo deste percurso, o Salgado é poluído e como conseqüência contamina o lençol freático da região. O Rio Salgado necessita urgentemente de uma limpeza geral, uma política educacional escolar de conscientização ecológica, a, também, mapeamento de todas espécies que são o relato vivo "de priscas eras" do renomado patrimônio geográfico do Ceará, na compreensão da consistência do solo, fauna e flora – BUQUEIRÃO DE LAVRAS DA MANGABEIRA Certidão de nascimento da composição química e biológica(amostras de plantas do cerrado),( amostras de morcegos em extinção) ao sabor de sua caverna, um historia que porta no seu DNA o fragmento de uma geografia que não deve calar.Urge assim, que iniciativas como a do renomado pesquisador e biólogo caririense João Tavares Calixto Júnior, seja, Praza Deus! Uma constante, a todos nós biólogos e estudiosos dos fragmentos de uma bola por enquanto – Ainda azulada – Planeta Terra.
(*) É colaborador do blog de Lavras
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O Paradoxo Existencial


Por Luiz Domingos de Luna – Professor em Aurora

E incrível o poder de inquietação dos que não conseguem se adaptar a naturalização das mesmices de uma terra, lugarejo, logradouro (...) que à luz do tempo, nada a oferecer, a quem sonha com a tenacidade, com o enfrentamento de um mundo mais concorrido, quem sabe! Cruel, às vezes, com certeza, uma luta desigual, pois “o exilado” de seu torrão natal, nunca entende se tratar de um exílio, mas sim, de um ser que abandonou o seu berço existencial para a plenitude, conseguida com sangue suor e lágrimas, passando inclusive, por agruras tão doloridas, que, em não suportando o peso do acirramento competicional, uma parcela se dilui na argamassa humana dos anônimos, vencidos pelo tempo e pelo cansaço existencial, à dor de uma renitência pisoteada, humilhada e violada, transformando , o grande objetivo do desbravador social em um sonho caído, um sonho quebrado, um sonho perdido.

Porém, nesta guerra na selvageria social, sempre há, os que, de tudo fizeram para continuar na linha de frente de um combate, onde a vitória e a derrota, são o saldo positivo ou negativo de todos que se propõem a dar brilho e luz e foco a sua própria história de vida.

Trazer o troféu de herói, dos mais longínquos espaços geográficos, para expor ao torrão natal, como exemplo a ser seguido para as gerações atuais e vindouras, é sempre motivo de dor e sacrifício, pois, os laços estenográficos, a filtrar pela lente da emoção e das reminiscências, um dualidade de uma complexidade estrutural muito forte e coesa, pois,por parte do desbravador: um débito que não existe, mas,está presente nas lembranças que nunca deixam de ser lembradas.
Ao torrão natal a cobrança ao desbravador, que na verdade, foi expulso, unicamente por falta de oportunidades. Eis o grande paradoxo, na expulsão, um fracassado que sai, e, ao retorno com o troféu da vitoria, um devedor a consertar tudo que deu errado, exatamente, na sua ausência.
Postado por BETO FERNANDES às 08:00
Marcadores: Luiz Domingos de Luna
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

O Nascimento da Consciência Ecológica

O Nascimento da Consciência Ecológica - Luiz Domingos de Luna*

O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo individual, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a o egocentrismo do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, porém, não há uma preocupação com a natureza, até parece, que esta despreocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, pois, vive-se numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, o circulo cultural permeado, tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico na conspiração cotidiana de destruição do espaço, ao custo de reclames da mãe natureza, a chorar eternamente em berço esplêndido. Por enquanto e até quando?O Contrato Social é a base, ou motor primeiro, para a harmonia do homem no espaço tempo, vez que, um contrato obsoleto cria sempre a preocupação com o substrato dos seres humanos na fixação no planeta terra, masmorras para sociedade, ou presilhas inoportunas, que inviabilizam a harmonia na floresta humana e, na maioria das vezes, um deserto árido para o meio ambiente.O Nascimento pleno da consciência ecológica nasce, quando o ser humano for capaz de colocar a sua objetiva para o mundo exterior, observar a paisagem existencial geográfica, observar que o disforme ecológico, é uma coletânea dos disformes individuais e sociais, a elasticidade do tempo, esta geléia vai ganhando corpo, solidez e unicidade. É este monstro que assusta a sociedade e a coletividade humana como um todo - O Homem como o centro de destruição do planeta terra.Falta ao ser humano o pigmento radioativo do bem comum, em todas as suas dimensões, desde o menor tecido sociológico ao maior.Desde o mais frágil ecossistema(...)Enquanto não existir uma conscientização de contrato social que dê a legitimidade, a legalidade as inúmeras espécies que formam a variante do conjunto da totalidade, do todo em partes, da biodiversidade existencial, das forças internas presente em cada um, para a disposição, da aptidão do estar sempre a serviço do bem comum e, do crescimento com sustentabilidade ecológica, por que no final das contas, somos a massa humana planetária em movimento, num carrossel giratório, na roldana deste tapete tortuoso – todo planeta sofre, se abala e chora.
Luiz Domingos de Luna
Professor- Aurora -Ceará
Foto ilustrativa: Site achetudoeregiao.com.br
Postado por Dihelson Mendonça às 21:54
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terça-feira, 29 de junho de 2010

O céu é o Limite - Ordem Santa Cruz

O Céu é o Limite – Ordem Santa Cruz.
Por:Luiz Domingos de Luna *


Por indicação dos padres: José Gonçalves Landim, Vicente Luiz dos Santos ingressei na Ordem Santa Cruz- Penitentes -Igreja Rural Laica no ano de 1990, com iniciação solene na famosa Braúna Santa no sítio Martins – Aurora (CE), antiga emboscada de Lampião que também foi iniciado no dia 3 de junho, 1927 e eu no dia 12 de abril 1991. Tive a satisfação de ser discípulo de vários decuriões que a exemplo do 2º patriarca da Ordem No Ceará – Padre Cícero Romão Batista – um exemplo de Fé continuada à expansão no tempo espaço.

Enquanto os historiadores a bailar em lindos livros adjetivos desqualificativos sobre os integrantes da Ordem Santa Cruz, numa aliança sempre fiel com a imprensa escrita e falada, eu, a interrogar tanta virulência contra esta irmandade que, ao meu olhar, um betume consistente na argamassa do tecido sociológico a vistas para o engrandecimento da epistemologia Genética da humanidade para o bem. É fato que a historiografia da Ordem Santa Cruz, dificilmente,será folheada pelos leigos, ou mesmo pelos que têm sempre na veia a vontade de conhecer os fatos como aconteceram numa história que pulsa viva desde os mais remotos tempos.
O Corpo orgânico da Ordem Santa Cruz – Penitentes – Igreja Rural Laica / Santa Igreja de Roma tem um formato de repasse de fatos pela ordem costumeira, ou seja, de irmão para irmão posterior numa verdadeira corrente que, dificilmente, será fragmentada, ou corroída pela força temporal, assim, um cofre espiritual é sempre alimentado para o bem estar do mundo materializado, da colméia do convívio interativo, dos seres humanos no espaço geográfico e na imensidão social permeada a todos os viventes.
É certo que a relação Estado, Igreja e Ordem tem sido pontuada sempre voltada para pontos históricos bem delimitados e ficando a ordem com o ônus dos dissabores do calor efervescente da fissura, usualmente, do mais forte, o que sempre, por esta objetiva a ordem carregará “a complexidade do centro de coesão” via de regra um peso, uma anomalia, uma desprojeção à luz. Esta visão simplista e egoísta, parte do pressuposto da própria estrutura de despreocupação com os valores temporais, e com a vida de penitencia e fé e a lealdade aos bons costumes, que sempre filtra os excessos, que por ventura possa ocorrer por parte de seus integrantes.
Assim, sempre fiel ao Estado democrático de Direito, a luz da Ordem Santa Cruz terá sempre o céu como limite na problematização, aceitação e engrandecimento da heterogenia social nos umbrais da existência humana. Mas, dificilmente, deixará de ser um grande paradoxo para os estudiosos e os penitentes da literatura, e os sedentos de conhecimentos, pois a naturalização do escrito é uma força cultural muito forte e coesa na historia que, dificilmente, será reparada.
LUIZ DOMINGOS DE LUNA
(*)Professor – Aurora - Ceará

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fuxico - Um resíduo social.

Luiz Domingos de Luna*
Desde o umbral da historia do homem em sociedade, que um resíduo sociológico, vem, das mais priscas eras, perpassando por todos os períodos, colado no cotidiano dos seres humanos, como um vírus a espalhar doenças contagiosas, pois, têm um poder letal em qualquer agrupamento sociológico, quantos danos provocados no processo interativo, prejuízos enormes na convivência humana, porém a força do fuxico, sempre presente a assombrar os mais fiéis crédulos, é uma arma apontada para um alvo, que se desconhece vez que, o fuxico pode, em questão de segundos, transformar-se num boato forte, consistente e às vezes com um agravante maior, o apoio da mediana da sociedade, os fundamentos racionais, em muitos casos, nem existirem, mas o boato voa, tem um poder incrível de manter-se vivo e atuante no espaço social.
Dada a força histórica que o fuxico exerce na argamassa humana no espaço tempo, deve sim, pelo menos em teoria ter algo positivo e afirmativo para a constância deste resíduo sociológico que vem se mostrando um gigante na formação diária de boatos, mitos, lendas... E, por conseguinte, toda a literatura ficcional, que, embora distante da realidade, às vezes como as linhas paralelas têm o seu encontro no infinito.A Admiração dos seres humanos pelo mundo ficcional é um imbróglio a incomodar sempre os “puristas racionais”, pois, o fuxico, não necessariamente, nasce de uma mentira, mas sim de uma especulação, que ganha milhares de adeptos, ou não, dependendo da aptidão social para tal fim, como saber se um fuxico é verdadeiro ou não? Se o seu alimento é a difusão social, pois, quanto maior for à adesão social, maior o seu poder de destruição ou não.
A Transmutação do fuxico para o boato é uma forma de defesa da sociedade? Estes vetores sociológicos fazem parte da civilização humana? Sem estes “pigmentos” o espaço social seria mais civilizado, e, por conseguinte mais harmônica a civilização do homo sapiens?Com certeza não sei.-Mas é assim que a coisa funciona.
(*)Professor –Aurora -Ceará

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Manto da Ordem Santa Cruz - Penitentes-Igreja Rural Laica

O Manto da Ordem Santa Cruz - Penitentes- Igreja Rural Laica - Luiz Domingos de Luna *

É incrível ver a história humana solver no espaço tempo como uma estrela a emitir a sua luz na infinitude do cosmo, porém, se ela existe ou não é uma abstração e objeto de estudo dos cientistas astrônomos, pois é interesse da ciência. Quando o assunto é norteado para a atuação da Ordem Santo Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma, tudo vira um imbróglio generalizado, os escritores e abnegados do assunto via de regra, usam uma linguagem laica para explicar o sagrado, e o sagrado na sua constância atemporal, com justa razão, guarda no cofre do mundo espiritual os mistérios de fé, na constância da linha inalterada da alma humana em projeção de fé em expansão. A matéria a vagar, um fragmento ao martírio, como semente de fé para os que professam um ponto de referência, uma luz, um ponto de segurança neste espaço tempo dissolvido em momentos, dúvidas para uns, mistérios para outros, certeza, incertezas um manto a cobrir todo o aparato existencial como um carrossel giratório sem um eixo lógico, parece que a tônica do tema, o alimento do debate é sempre a dúvida, a certeza parecer ser o que menos importa, até parece que o grande objetivo é a criação de versões.Não há seriedade no aprofundamento dos assuntos pertinentes ao estudo da Ordem Santa Cruz por quê? Ora, o estado brasileiro é laico, porém nada impede um estudo feito ou direcionado para um setor religioso, com a finalidade do engrandecimento da epistemologia genética da humanidade para o bem. Qualquer cova perdida no matagal da ignorância laica é motivo para parar o processo, ou mesmo, o estudo a que se pretende, por quê. Existe uma dívida, um débito material, um débito espiritual uma guerra entre o mundo material e o mundo espiritual. Dá para conciliar um estudo sério com um ponto de partida entre estes dois mundos, ou a natureza humana precisa desta cisão para existir. Até quando temos que conviver com este manto.
É um manto Laico-Não sei
É um manto Religioso-Não sei
Se soubesse diria?-
Com certeza não
Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor –Aurora- Ceará (*) Colaborador do Blog do Crato
Postado por Dihelson Mendonça às 15:57